Chaves situa-se no norte de Portugal, na província de Trás-os-Montes, pertencente ao distrito de Vila Real, região do Alto Tâmega.
Tem cerca de 43.668 habitantes e é formado por 51 freguesias. A cidade é atravessada pelo Rio Tâmega (vindo de Espanha, entra em Portugal próximo de Chaves, corre por entre as serras do Barroso e a do Alvão. Também faz fronteira entre o Minho e Trás-os-Montes.)
É uma cidade surpreendente com serras, montanhas e vales verdejantes, onde também encontramos lindas aldeias de granito. Algumas dessas aldeias conservam todo o seu encanto medieval, outras com casas de construção moderna.
Esta cidade é muito movimentada e agitada onde nada falta como: serviços, comércio tradicional, escolas secundárias, universidades, escolas profissionais…
Chaves é uma cidade de muitos e bonitos jardins bem tratados, de um centro medieval de ruas estritas com típicas varandas de madeira, de igrejas, fortes, castelos, museus, termas entre outras coisas.
Monumentos
O castelo e torre de menagem foram mandado construir pelo Conde Odoário
No interior existiam edificações no rés-do-chão e dois andares destinados à guarnição. A torre de Menagem, é de secção quadrada.
Vale a pena visitar a Torre de Menagem pela vista panorâmica que se pode ver de toda a cidade de Chaves, sua Veiga e arredores, quando chegados ao cimo da Torre.
A Câmara Municipal construiu um jardim, onde estão expostas algumas peças do Museu da Região Flaviense. O jardim está limitado por muralhas construídas aquando da fortificação da vila, por alturas das Guerras da Restauração, de onde se observa um bonito panorama sobre o vale de Chaves e a Serra do Brunheiro.
Forte de S. Francisco fortemente protegida para defesa da fronteira com a Galiza ficou desactualizada com o advento da Idade Moderna. Foi necessário guarnecer as colinas mais próximas da vila, de modo a evitar que a mesma fosse atacada pela artilharia inimiga.
A primeira a ser construída foi na colina da Pedisqueira, onde existia um convento Franciscano. Foi então decidido construir durante a fase final da guerra da Independência, à volta deste um forte, de acordo com as modernas concepções de engenharia militar. Começou durante a fase final da guerra da Independência (1662-1658) sob as ordens e direcções de D. Rodrigo de Castro, Conde de Mesquitela, que era então o governador militar da província de Trás-os-Mon tes. Neste momento, o forte é ocupado por um luxuoso complexo turístico, o Hotel Forte de São Francisco.
Forte de S.Neutel foi construído por imposição da eventualidade da guerra da restauração. Não estava ligado ao sistema defensivo de Chaves pelo que os seus construtores tiveram que dota-lo de uma segunda muralha externa, e de um fosso interno inspirado no sistema Vauban. . Foi também neste local que decorreu o combate travado em 1912 entre as forças do regime republicano, militares e civis.
A igreja de Santa Maria Maior é a igreja matriz de Chaves que se situa na praça de Camões.
Os primeiros escritos sobre ela, datam das Inquirições Afonsinas de 1259. Terá sido reconstruída pouco antes dessa época, talvez no século XII, sobre os escombros dos templos anteriores segundo alguns autores a origem da igreja matriz de Chaves será anterior ao Bispo D. Idácio dado que no séc. XVIII encontrou-se uma lápide em honra de Júpiter, Optimo, Máximo com uma inscrição.
O castelo de Monforte, de seu nome completo Monforte de Rio Livre, deve o nome à existência no local de um concelho medieval assim designado, que foi extinto no século passado. O castelo e as suas muralhas foram construídos para servirem de defesa à povoação.
Porém, o povoamento do local é muito mais antigo que o castelo, tal como o conhecemos hoje.